Publicado por: andrefaria em: 19 Outubro 2009
Depois da palestra de Chad Fowler, Gregg Pollack do scaling rails series apresentou “On The Edge Of Rails Performance“. Gregg falou sobre diversas estratégias e ferramentas que podem ajudar a tornar um aplicativo rails mais performático. A seguir veja os principais tópicos e soluções apresentados.

Gregg Pollack no Rails Summit
Gregg abordou caching em diversos níveis, tais como page caching, fragment caching, object caching, memcache e client-side caching (etags & last-modified), falou também sobre a importância de saber a hora certa de otimizar e não otimizar prematuramente.
Em se falando banco de dados, é inevitável que este tenha grandes chances de se tornar um gargalo, por isso, não abuse dele. Para ajudá-lo a melhor utilizar seu banco de dados, Gregg sugere as seguintes ferramentas:
De acordo com a Wikipedia, Code Bloat é a produção de código que desnecessariamente longo, lento e/ou desperdice recursos. Para prevenção de bloat, Gregg apresentou as seguintes ferramentas:
Assista a palestra na integra que foi gentilmente filmada e disponibilizada por Hugo Borges:
Fique ligado, informações sobre as outras palestras serão disponibilizadas em breve!
Publicado por: andrefaria em: 15 Outubro 2009
Depois de ter me impressionado com a qualidade do evento Rails Summit 2008 e a força da comunidade Ruby, não poderia de forma alguma deixar de marcar presença novamente este ano. O evento foi realizado nos dias 13 e 14 de outubro na cidade de São Paulo no auditório Elis Regina do Anhembi, e com uma organização novamente fantástica, contando com excelentes palestrantes, e uma audiência que sem dúvida está acima da média, o evento foi mais uma vez um sucesso total. Parabéns Akita e equipe Locaweb!
Nesta série de posts que começa com este, quero registrar os pontos mais importantes e minhas principais impressões sobre a edição 2009 do evento.
Chad Fowler deu largada com a apresentação do keynote “Insurgência Ruby on Rails” em que explorou estratégias para insurgências de Ruby on Rails em ambientes pouco amigáveis. Logo no inicio da palestra Chad digiriu-se aos desenvolvedores dizendo “parem de fazer coisas que vocês sabem que estão erradas“, sabemos que todos os dias, muitos de nós desenvolvedores realizamos nosso trabalho de forma burocrática e pouco produtiva, nem sempre utilizamos as melhores práticas e nem sempre temos coragem suficiente para transformar essa realidade.
Segundo Chad, ao se tentar introduzir desenvolvimento ágil, ruby, rails e novas tecnologias nas organizações geralmente nos deparamos com monstros guardiões que tentam proteger suas empresas de mudanças a todo o custo, e eles o fazem por causa do fenômeno FUD (Fear, uncertainty and doubt – medo, incerteza e dúvida), por alguma razão eles tem medo, medo de sair da zona de conforto, medo de lutar contra a inércia, medo perder suas posições, medo de errar, e é então que buscam todo tipo de argumento estúpido para tentar evitar algo novo seja feito.
Esse é o caso da velha conversa mole de que rails não escala, isso graças aos problemas que o twitter, um famoso case de rails, enfrentou no passado, “o twitter não escalava por causa de sua arquitetura” disse Chad. A lista de desculpas dos tais guardiões não pára por aí, eles dizem que ruby é lento, “mas é claro que é, e quem se importa? O ruby é responsável por em torno de apenas 6% do tempo de request de uma aplicação web tradicional” afirma Chad. Eles perguntarão “mas dá pra fazer isso? e aquilo?” e não vão parar até que finalmente encontrem alguma coisas que lhes sirva de desculpa. Mas afinal de contas quem são esses caras? Será que você tem sido um deles?
Para ajudá-lo na batalha contra os guardiões, Chad recomendou a leitura do artigo “beating the averages” de Paul Graham e acrescentou procure fazer as coisas de forma gradual, se você tentar fazer uma mudança massiva, provavelmente vai acabar fazendo uma bagunça. Você pode até mesmo começar a usar rails como uma ferramenta case, é possível fazer algo parecido com o que propõe o naked objects com java. Use também Ruby para criar scripts. Use Ruby para testar java, .net, c++. Use Ruby para gerar código. Use Ruby como template engine. Automatize o seu deployment com capistrano. Use Ruby para construir protótipos de UI. Crie metas mensuráveis, meça e apresente resultados!
Um outro ponto importante é que para introduzir Rails você não precisa necessariamente jogar fora o seu investimento anterior, IronRuby, JRuby e etc estão aí para entre outras coisas, te ajudar com isso, mas tome cuidado para não acabar escrevendo código Ruby da mesma forma que você escreve código Java ou C#, entenda que os paradigmas são diferentes e não tente abrir a casa nova com a chave da velha.
Chad recomendou ainda a leitura de sua série de artigos “The Big Rewrite” e enfatizou conserve a paixão pelo seu trabalho.
Assista a palestra na integra gentilmente gravada e disponibilizada por Hugo Borges:
Em breve publicarei sobre mais palestras, assine o feed e acompanhe!
Publicado por: andrefaria em: 5 Outubro 2009
Restrospectivas ágeis são sem dúvida, uma grande oportunidade para que equipes de desenvolvimento de software parem para pensar no trabalho que vem realizando e questionem o que pode se melhorado. É uma execente ferramenta para que o famoso ciclo PDCA (Plan / Do / Check/ Act) possa ser aplicado. O método ágil Scrum sugere que as reuniões de retrospectiva aconteçam no final da iteração (sprint) e que a equipe se faça duas perguntas básicas:
Alguns preferem perguntar:
No fim das contas o que realmente importa é que a reunião tenha como resultado ações a serem tomadas pela equipe para que a melhoria continua seja aplicada, e que na próxima restrospectiva, a equipe seja melhor do que era na última.
Alguns dias atrás o Vinicius Teles da Improveit twitou o link de uma palestra que foi apresentada no Google por by Esther Derby e Diana Larsen sobre restrospectivas ágeis. As duas são especialistas sobre assunto e já até escreveram um livro que pode ser comprado por $20 em PDF. Vale a pena assitir a palestra:
Creio que uma das coisas mais importantes que as duas destacaram na apresentação é a necessidade de dividir as responsabilidades de tomar as ações entre os membros da equipe para que as mudanças realmente aconteçam. De nada adianta reuniões de retrospectivas que apontam problemas que nunca são resolvidos por ninguém. Para evitar que isso aconteça na Bluesoft, ultimante em toda reunião de restrospectiva nós lemos os itens que identicamos como coisas que poderiam ser melhoradas no sprint anterior e então rapidamente discutimos se realmente já estão resolvidos, e caso não estejam, voltamos a incluir o item e insistímos até que finalmente seja resolvido.
Um outro ponto interessante levantando por meu amigo Ricardo Almeida, é que devemos tomar cuidado para não transoformar a reunião de restrospectiva em uma mera busca de culpados. O foco deve estar sempre na solução.
No inicio desde ano Linda Rising apresentou na QCon Londres 2009 um tutorial sobre retrospectivas, uma de suas dicas, foi que as pessoas anotassem os acontecimentos bons e ruins ao longo do sprint em post-its para que não os esquecessem. Na Bluesoft, reservamos uma área do Kanban para que estes post-its sejam anexados.
Para maiores informações sobre retrospectivas, visite o Agile Restrospective Resource Wiki, um wiki (em inglês) com uma série de dicas, exercícios e ferramentas para realização de retrospectivas. O site cmcrossroads possui uma lista bem completa de sites onde você pode encontrar excelente material sobre o assunto.
Boa Restrospectiva!
Publicado por: andrefaria em: 14 Junho 2009
No ano passado eu tive a excelente oportunidade de participar do JavaOne 2008, foi uma experiência muito enriquecedora e apesar de este ano não poder estar lá presente, eu não poderia deixar de fazer um levantamento dos principais acontecimentos e novidades apresentadas no evento para ficar por dentro de tudo, e claro, deixar vocês, queridos leitores, em dia também.
O Slogan do evento no passado foi Java +You ou Java + Você, neste ano houveram três: Java = Everywhere ou Java = Em toda a parte, Java + Community = Powerful ou Java + Comunidade = Poder e Java = Innovation ou Java = Inovação. Um outro acontecimento especial deste ano é o aniversário de 14 anos do Java, o vídeo abaixo, que foi exibido na abertura do evento, apresenta rapidamente alguns pontos fortes da evolução que a tecnologia sofreu ao longos dos anos:
O presidente da Oracle Corporation, Larry Elisson afirmou que a Oracle sempre investiu na plataforma Java e que agora investirá mais do que nunca. Veja alguns momentos no KeyNote no vídeo abaixo:
James Gosling apresentou a Java Store, um site que catalogará aplicações Java que poderão ser instaladas facilmente em seu computador, algumas delas simplesmente através de drag-and-drop no desktop (arrastar e soltar).
No segundo dia, houve uma General Session chamada Your Lifestyle: Mobile, TV and Beyond em foi demonstrado o uso de Java nos mais diversos dispositivos como celulares, televisores, Blu-ray, etc e destacou-se como o JavaFX poderá ampliar ainda mais este mercado em expansão.
Esse divertido vídeo foi apresentado em uma General Session e conta a história do Java.
Falou-se bastante sobre as novas tecnologias Java SE 7 SDK, Java EE 6 e Jaxa FX 1.2, mas principalmente sobre Java FX, essa tecnologia recebeu grandes investimento da Sun e promete transformar a forma com que se desenvolve aplicações de alta qualidade de ambiente gráfico com Java. Os dois vídeos abaixo publicados por Augusto Sellhorn do Blog Sellmic.com exibem parte de uma demonstração de JavaFx em que é possível ver ferramentas de animação JavaFX muito semelhante com que se conhece com Adobe Flash e Microsoft Silverlight.
O pessoal do JavaPosse entrevistou Octavian Tanase e Jacob Lehrbaum sobre o JavaFX, vale a pena conferir (em inglês).
Mais uma vez o Brasil foi muito bem representado por congressistase palestrantes que marcaram o evento. Magno Cavalcante e Clayton Chages apresentaram a Technnical Session: “Java™ in the Brazilian Digital TV: Interactivity and Digital Inclusion on TV“. Ainda sobre TV Digital, David Campelo apresentou a “TS-4453: New Java Digital TV Standard Goes Brazil“. A Dupla Marlon Luz e Bruno Oliveira, também deixaram suas contribuições brasileiras com a palestra Java ME Myth Busters, confira a entrevista (em português) realizada pelo Sérgio do JavaBahia.
O brasileiro Felipe Gaucho que atualmente trabalha na Suiça esteve no evento e postou em seu blog suas impressões. O Baiano, Serge Rehem doJavaBahia também participou do evento registrou sua impressões.
Mark Reinhold, Chief Engineer do Java SE, disse isso durante a demonstração da forma com que o Java 7 gerenciará módulos. Vale a pena dar uma olhada no projeto Jigsaw que tem como objetivo resolver de forma eficiente as questões da modularização no JDK, esse projeto está sendo construindo segundo a JSR 294: Improve Modularity Support in the Java Programming Language. Segundo Raja Islam o benefício principal que será alcançado com a modularização será a redução do tempo de carga e deploy de aplicações Java.
Microsoft no JavaOne
Pode parecer estranho, mas a Microsoft apresentou a General Session do terceiro dia do JavaOne. No momento em acontecem as General Sessions não há nenhuma outra apresentação ocorrendo simultaneamente e todos os congressistas presentes participam, ou seja, são apresentações de grande importância e alcançam a maior parte do publico do evento.
Dan’l Lewin, Vice Presidente Corporativo da Microsoft, falou sobre esforço que vem sendo realizado a cinco anos desde o inicio da parceria entre a Microsoft e Sun para promover a interoperabilidade entre aplicações Java e .NET, segundo Lewin em uma entrevista realizada pela Microsoft no ano passado com mais de 5 milhões de pessoas, constatou-se que 73% dos entrevistados trabalhando em ambientes mistos (Java + .NET). Para maiores informações visite www.interoperabilitybridges.com.
Ola Bini da ThoughtWorks, famoso por participar ativamente na comunidade open source e por desenvolver a linguagem de programação Ioke, também participou do evento e destacou o projeto Da Vinci, segundo ele, essa tecnologia contribuirá para que a Java Virtual Machine se torne melhor. Ola Bini também apresentou sua BOF 4434: Hacking JRuby.
BOF significa (Birds-of-a-Feather), as BOFs são palestras informais, interativas e flexíveis. No JavaOne, geralmente acontecem no final do dia com assuntos complementares aos discutidos nas technical sessions (TSs) ou palestras técnicas que acontecem durante o dia.
Charles Nutter também esteve lá falando sobre o projeto JRuby que … No vídeo abaixo, Nutter falou um pouco a tecnologia:
Rich Hickey falou sobre sua linguagem: Clojure, que também roda sobre a JVM. Para saber mais confira os slides de sua “TS-4164 Clojure: Dynamic Functional Programming for the JVM Machine“.
Neal Ford fez uma comparação entre as linguagens Ruby e Groovy em sua “TS-4955: Comparing Groovy and JRuby“.
Falou bastante sobre JRuby, Jython, Scala e Groovy. Nesta entrevista para o JavaOne, Guillaume Laforge da SpringSource comenta um pouco sobre isso:
Destacou-se também o lançamento da versão 1.6 da linguagem Groovy, confira a “TS-4215: What’s New in Groovy 1.6?” por Laforge.
Bill Venners, da Artima Inc., apresentou um pouco da linguagem Scala em sua “TS-4487: The Feel of Scala“.
Roberto Chinnici falou sobre programação funcional e orientada a objetos com JavaScript, seus slides podem ser visto neste link.
De acordo com Jim White, o Java 7 está previsto para ser lançado em Fevereiro de 2010. Jim participou de algumas palestras que tinham como tema principal a evolução do Java, e disse que muitas das decisões para o Java 7 ainda não foram tomadas, o que indica que ainda há bastante trabalho pela frente. Enquanto ao Java 6, White, diz que será lançado mais cedo, em Setembro de 2009.
Joseph Darcy da Sun Microsystems, na “Ts-4060: Small Language Changes in JDK Release 7” apresentou algumas das mudanças que serão feitas na linguagem Java. Darcy chamou a atenção da comunidade para que torne-se parte da evolução e que participando e contribuindo, através do projeto Coin que tem essa finalidade.
A especificação vem evoluindo através da JSR 315 e entre as principais novidades está a possibilidade de configurações toda a aplicação através de annotations ao invés de utilizar o arquivo web.xml e maior utilização do principio CoC (Convetion over Configuration) que visa diminuir a quantidade de configuração. Existem annotations para registrar Servlets, Filters, Listeners, e até mesmo para declarar regras de segurança e permissões de acesso.
Um outra recurso que ganhou bastante repercussão foram os novos Servlet Assíncronos, para maiores informações confira a “TS-3790: Java Servlet 3.0:Empowering Your Web Application With Async, Extensibility and More” apresentada por Rajiv Mordani, Greg Wikins e Jan Juehe.
Validação através de metadados nos JavaBeans como no Hibernate Validator. Confira a “TS-5184: Bean Validation: Declare Once, Validate Anywhere – A Reality?” apresentada por Emmanuel Bernard da JBoss sobre o assunto.
Ed Burns e Roger Kitain, ambos da Sun Microsystems, apresentaram a “TS-4640: A Complete Tour of the JavaServer Faces 2.0 Plataform” onde falaram sobre as principais novidades do JSF 2.0. Nesta nova versão do JSF teremos melhor suporte a Ajax, componentes compostos que possibilitará melhor reuso de código e melhor suporte a eventos. E para completar ainda mais a discussão sobre JSF no JavaOne, Kitto Mann da Virtua, na “TS-5205: Writing Killer JavaServer Faces 2.0 UI Components” apresenta diversos conceitos importantes se criar inovadores e eficientes componentes JSF 2.0 e David Allen da RedHat falou sobre fluxo de páginas (page flow) e conversação (converstation) com JSF na “TS-5045: Converstations and Page Flows on the JavaServer Faces Plataform“.
A evolução dos Enterprise Java Beans continua, na versão 3.0 pode-se notar grande avanço e uma simplicidade muito grande ao se comparar com versões anterior, nessa nova versão a meta de aumentar a simplicidade se manteve, por isso, a forma de empacotamento dos aplicativos foi simplificada e criou-se o EJB Lite API, que é um conjunto reduzido das funcionalidades disponíveis na especificação completa do EJB.
Além da simplicidade, novas funcionalidades foram incluídas como por exemplo, objetos Singleton, Callbacks de Startup e Shutdown, Timers baseado em Calendars, Session Beans assincronos e integração com JAX-RS. Para maiores informações confira a “TS-4605: Enterprise JavaBeans 3.1 Technology Overview” apresentada por Kenneth Saks, Senior Staff Engineer da Sun Microsystems.
Linda DeMichiel da Sun Microsystems, na “TS-5214: Java Persistence 2.0: What’s New?” apresentou as principais novidades da JPA que evolui através da JSR 317:
A Implementação de Referência ou Reference Implementation (RI) da especificação é o projeto EclipseLink que tem como base o antigo projeto da TopLink da Oracle. Andrei Badea da Sun e Dogule Clarke da Oracle apresentaram na “TS-5018: Developing Java Persistence API Applications with the NetBeans IDE and Eclipse Link” de forma um pouco mais prática como utilizar a nova API. Mike Keith da Oracle fez uma apresentação completa sobre os conceitos de mapeamento da JPA na “TS-5265: A Java Persistence API Mapping Magical Mystery Tour“.
Gavin King da RedHat apresentou na “TS-6726: Context and Dependency Injection for Java Plataform, Enterprise Edition (Java EE Plataform)” uma introdução o que a especificação JSR-299 trará de novo ao Java EE. Segundo King teremos um novo e rico modelo de gerenciamento de depedências com suporte a objetos statefull, integração da camada web com a camada transacional, será muito fácil construir aplicações utilizando EJB e JSF juntos, e frameworks terceiros poderão facilmente integrar-se a API.
Rod Johnson da Spring Source apresentou as novidades do Spring 3.0 na “TS-5225: Spring Framework 3.0: New and Notable“. Segundo Johnson, o trabalho em tornar o desenvolvimento de aplicações Java para Web mais simples e poderoso continua, por isso, os arquivos XML serão ainda mais curtos, havendo necessidade de utilizá-los somente quando for preciso externalizar algum recurso.
A nova versão traz suporte a REST, melhorias no MVC e expression language. O Spring 3.0 será compatível somente com Java 5+.
O Spring Roo é o mais novo projeto da Spring Source, e segundo Jim White, é uma espécie de Rails, também com muita meta-programação, que tem como base apenas Java e Spring. Rod Johnson disse que a missão do Roo é melhorar dramaticamente a produtividade de desenvolvedor Java sem comprometer a poder e flexibilidade através de geradores de código que proporcionarão a entrega rápida de aplicativos corporativos robustos e de alta performance.
E por falar em Spring, o Google Guice, também vem ganhando bastante espaço no mercado como framework de injeção de dependência, e os Googlers Bob Lee e Jesse Wilson, falaram sobre ele na “TS-5434 Introduction to Google Guice: The Java Programming Language Is Fun Again!“, confira.
Depois do Calisto, Europa e Ganymede, vem aí o Eclipse Galileo. O lançamento está previsto para 24 de Junho. O release incluirá 48 projetos, o destaca bastante crescimento, ao se comparar como o Ganymede que contemplava apenas 24 projetos. Em 26 de Junho, a Eclipse Foundation fará uma apresentação chamada Galileo in Action onde serão apresentadas as principais funcionalidades do novo realease.
Google App Engine
Como comentei no artigo anterior, o Google App Engine agora possui suporte a Java, e claro, isso não poderia deixar de ser assunto de destaque no JavaOne, por isso, os Googlers, Toby Reyelts, Max Ross, e Don Schwarz, apresentaram a “TS-3817: Google App Engine: Java Technology in the Cloud“.
Joshua Bloch do Google, que teve intensa participação do desenvolvimento da linguagem Java, desde o JavaOne 2007 vem de falando sobre boas práticas de programação, e destacando tópicos de seu livro Effective Java, em sua “TS-5217: Effective Java: Still Effective After All These Years” manteve o mesmo padrão dos anos passados.
No último dia do evento, James Gosling apresentou o Toy Show, onde foi apresentado diversas situações onde pessoas e empresas por todo o mundo utilizaram Java de forma inovadora, e também foram distribuídos os prêmios dos ganhadores do Duke’s Choice Award.
Slides e Vídeos
Os slides e vídeos das apresentações estão sendo paulatinamente disponibilizados no site da Sun Developer Network (SDN), não perca a oportunidade de baixar alguns slides para estudar, garanto que tem material de ótima qualidade publicado lá.
Alguns vídeos do CommunityOne também podem ser baixados aqui.
O JavaOne 2009 não trouxe tantas pessoas como anos anteriores, este ano apenas 9.000 pessoas se reunião enquanto em edições anteriores do evento mais de 25.000 estiveram presentes, é claro que existem diversos fatores para que isso tenha acontecido como a crise econômica e a gripe suína, por exemplo, mas de toda forma há uma grande diferentes que nos leva a reflexão. Neste ano o evento nos trouxe diversas tecnologias, frameworks, projetos e iniciativas que prometem manter a plataforma em constante evolução. Fiquemos Ligados!
Publicado por: andrefaria em: 1 Junho 2009
Aconteceu no Moscone Center em São Francisco nos dias 27 e 28 de maio de 2009 o evento do Google para desenvolvedores, o Google I/O. Apesar de não ter participado do evento assisti a diversos vídeos publicados no canal Google Developers do YouTube e gostaria de compartilhar com vocês alguns dos tópicos que achei mais interessantes e links para que possam buscar maior aprofundamento.
No Keynote do primeiro dia, Vic Gundontra ,vice presidente de engenharia do Google, liderou a apresentação com a ajuda de grandes personalidades do desenvolvimento de software. O principal assunto foi a “Web como plataforma de desenvolvimento de software” e de forma especial, como o HTML 5 poderá contribuir para o futuro da internet. Gundontra lembrou da tecnologia AJAX que infelizmente só foi explorada de maneira significativa muitos anos depois de sua concepção, “não queremos que o mesmo aconteça com o HTML 5“.
Cinco das principais funcionalidade do HTML 5 foram destadas:
Outro ponto bastante destacado foi o árduo trabalho que vem sendo realizado por todos os fornecedores de browser para melhorar o desempenho de programas JavaScript, segundo o vice-presidente da Mozilla, c, o Firefox 3.5 será 3 vezes mais veloz do que o que Firefox 3 e 10 vezes mais veloz que 2.0.
Um serviço muito interessante foi apresentado por DeWitt Clinton, Tech Lead, no Google: o Google WebElements, uma série de elementos como mapas, buscadores, agendas, chats, planílhas e apresentações que podem ser incorpadas ao seu site através de poucos cliques.
Além dos tópicos citados, falou-se ainda do suporte a Java no Google App Engine, um pouco de Google Web Toolkit, e claro, do Google Android.
Para maiores informações sobre esses novos recursos do HTML 5, assitam o Key Note do primeiro dia.
No Keynote do segundo dia, como você provavelmente já ouviu falar o Google apresentou sua nova plataforma de comunicação online, o Google Wave. O Google Wave agrega diversos serviços da web como e-mail, comunicação instantânea, wikis e redes sociais e promete grandes possiblidades de integração e mecanismos para que desenvolvedores possam extender suas funcionalidades. Não entrarei em maiores detalhes, porque seria chover no molhado, mas se você quiser mais informações, assita ao vídeo abaixo.